INVENTÁRIO DE ARTEFATOS, MDS
O registro verificável de tudo que precisa ser criado e cadastrado para um sistema existir: cada funil, automação, tag, campo, formulário, integração, calendário e relatório. Onde o Roadmap responde “em que ordem construir”, o Inventário responde a outra pergunta, igualmente crítica na hora de entregar: “já criei TODOS os funis? TODAS as automações? TODAS as tags?”.
Por que existe
Um sistema, por menor que seja, é feito de muitas peças que precisam ser provisionadas: pipelines, workflows, tags, campos personalizados, formulários, integrações, papéis, dashboards. O Roadmap leva o construtor pela sequência de tarefas, mas é fácil, no meio de dezenas de passos, esquecer de criar uma tag, um campo ou uma automação. O Inventário fecha essa lacuna: lista cada peça concreta, agrupada por tipo, com checkbox próprio, para que a completude seja verificável de relance.
Roadmap e Inventário são complementares e cruzam-se: a tarefa do Roadmap cria o artefato; o artefato no Inventário aponta a tarefa que o cria. Se uma foi marcada e a outra não bate, falta algo.
O que cada artefato declara
Cada item do inventário responde, no corpo do card:
- O que é / Para que serve: o nome do artefato e a função que ele cumpre.
- Relacionado com: o(s) RF do DRS e a(s) tarefa(s) do Roadmap que o criam, e os artefatos vizinhos (ex.: as etapas de um funil, os valores de um grupo de tags).
- Onde fica: o lugar na plataforma/codebase onde o artefato é criado e vive (ex.: “Settings > Custom Fields”, “Automation > Workflows”, uma tabela, um módulo).
- Especificação (como deve ser): a ficha técnica implementável do artefato, no sub-formato do seu tipo. Para um formulário, a tabela de campos (campo, tipo, obrigatório, validação, condicional, mapeamento); para um funil, as etapas com condição de entrada e saída; para uma automação, gatilho, passos e ramificações. É o campo que diz o que se constrói no lugar indicado por “Onde fica”.
- Feito ou não feito: o checkbox, com estado compartilhado, igual ao do Roadmap.
Por que a Especificação é obrigatória. Sem ela, o inventário diz que um intake form existe mas não quais campos ele tem; o construtor monta o artefato por conta própria, fora da especificação, e erra. A Especificação tem o mesmo rigor do H1 de um requisito: um artefato cuja ficha não basta para construir sem perguntar é um inventário incompleto e bloqueia, exatamente como um requisito sem critério de aceite. Fichas extensas (um formulário de 20 campos, um funil de 14 etapas) vivem num apêndice de catálogo no DRS, e o card referencia.
Princípios
- Agrupado por tipo. Os artefatos vêm em seções por tipo (funis, automações, tags, campos…), com uma contagem por tipo, para que “faltou criar algum funil?” seja respondível olhando uma seção.
- Completude, não sequência. O Inventário não tem ordem de execução (isso é do Roadmap); ele existe para conferir que nada ficou de fora.
- Cruzado com o Roadmap e o DRS. Todo artefato aponta o RF e a tarefa; toda automação/funil/tag/campo citado no DRS aparece aqui.
- Código estável por artefato. Cada um tem um código curto e estável (ex.:
ART-WF-07,ART-FUN-01), âncora e identificador do estado. - Estado compartilhado. O feito/não feito é persistido e compartilhado, com barra de progresso por artefato (“27 / 49 artefatos”).
Formato canônico
Mesmo formato de card do Roadmap (cabeçalho com checkbox, código e nome; corpo indentado que vira o acordeon):
- [ ] {ART-WF-07} WF-07 Nova Venda
**Para que serve:** no submit do formulário, aplicar Won e criar o card do Financeiro.
**Relacionado com:** RF-FRM-002, RF-FUN-002; tarefa F1-22.
**Onde fica:** Automation > Workflows.
**Especificação:** gatilho (formulário enviado), condições, passos em ordem com delays, ramificações, idempotência e tratamento de falha (no sub-formato do tipo automação).
As seções por tipo usam cabeçalhos; um resumo “Tipos de artefato” no topo dá a contagem de cada tipo e onde ficam.
Catálogo de tipos de artefato
Cada artefato pertence a um tipo, e cada tipo tem um sub-formato próprio de Especificação (as colunas/estrutura que a ficha preenche). O catálogo cobre 29 tipos, agrupados por família, para abranger sistemas diferentes (CRM, apps, BI, automação, e-commerce, integração, infraestrutura, financeiro, conteúdo, configuração):
- Captura e dados: formulário, campo personalizado, entidade/tabela, etiqueta, segmento.
- Fluxo e processo: funil/pipeline, automação/workflow, cron/agendado, máquina de estados.
- Comunicação: template de mensagem, notificação, documento/PDF.
- Interface: tela/página, calendário/agenda, menu/navegação.
- Análise: dashboard, métrica/indicador, conector de dados.
- Integração e infraestrutura: API/webhook, variável de ambiente, serviço/container, migração de dados.
- Acesso e governança: papel/permissão, auditoria/log.
- Negócio: produto/plano, configuração de pagamento.
- Conteúdo: página/landing, asset de mídia.
- Configuração e runtime: parâmetro de configuração/regra de runtime (o que o admin liga, desliga ou ajusta sem deploy).
Cada tipo entra com seu código (ART-FORM, ART-FUN, ART-WF…) e o sub-formato de ficha que garante que o artefato seja construível sem perguntar.
Infraestrutura (Modulareasy)
O Inventário é um documento doc_kind = 'inventory' com parent_slug igual ao slug do DRS. Reaproveita a mesma renderização de cards do Roadmap e a mesma tabela de progresso (o checkbox é agnóstico de tipo). O DRS, o Roadmap, o Inventário, as Jornadas e o Plano de Testes formam a família de 5 e se cruzam: cada um aponta para os outros quatro. Em entregas white-label, o Inventário herda a identidade visual do DRS.
A família MDS responde a cinco perguntas: o DRS diz o que o sistema faz; o Roadmap diz em que ordem construir e como verificar; o Inventário diz o que precisa existir e como deve ser (com a Especificação de cada artefato) e garante que nada ficou de fora; as Jornadas dos Atores dizem como cada papel opera o sistema; e o Plano de Testes diz o que validar (Alfa interno, Beta com o cliente).