ARTEFATOS OPERACIONAIS
Documentos vivos que capturam dados objetivos, eliminam subjetividade e criam histórico auditável.
Os artefatos operacionais da Metodologia APEX CORE são os documentos estruturados que dão perenidade ao processo de desenvolvimento. Cada formulário foi desenhado para capturar dados objetivos, eliminar a subjetividade e criar um histórico auditável da evolução de cada colaborador.
Não são checklists burocráticos — são ferramentas vivas que orientam conversas, calibram expectativas e geram evidências para decisões de promoção.
ADL — Auditoria de Liderança
O que é: Documento de avaliação cruzada onde colaboradores avaliam a qualidade da liderança recebida do seu Coordenador.
Quando é preenchido: Anualmente, junto com o EAD.
O que captura: clareza de comunicação do líder, qualidade dos feedbacks, adequação do tempo dedicado ao desenvolvimento, justiça nas avaliações, capacidade de construção de PDIs efetivos.
EAD — Estrutura de Alinhamento e Desenvolvimento
O que é: Formulário do rito anual (Entrevista Anual de Desenvolvimento). Olha pra longo prazo e Projeto Profissional.
Quando é preenchido: Anualmente, em dezembro.
O que captura: projeção de carreira em 1, 3 e 5 anos; ambições profissionais e pessoais; decisão de trilha (Carreira em I, T ou Y); validação de permanência estratégica; alinhamento de ambições com plano do negócio.
EID — Estrutura de Indicadores de Desempenho
O que é: Formulário do rito mensal (Entrevista Individual de Desenvolvimento). Foco em curto prazo e execução tática.
Quando é preenchido: Mensalmente, mínimo 10 vezes ao ano.
O que captura: OKRs e KPIs do mês; gargalos operacionais detectados; status das ações de PDI do mês anterior (primeiro item da pauta sempre); prioridades para os próximos 30 dias; bloqueios que exigem decisão do líder.
ESD — Estrutura de Senioridade e Desenvolvimento
O que é: Formulário do rito semestral (Entrevista Semestral de Desenvolvimento). Foco em médio prazo e agilidade de carreira.
Quando é preenchido: Semestralmente, em junho e dezembro.
O que captura: revisão profunda da Matriz CHA; validação de subida de senioridade (Júnior → Pleno → Sênior → Especialista); movimentação de notas (1 a 4 estrelas) em cada competência; plano de evolução para o próximo semestre; evidências concretas que justificam (ou não) a subida de patamar.
PDI — Plano de Desenvolvimento Individual
O que é: O contrato vivo entre líder e liderado. Transforma cada rito em ações concretas com prazo.
Quando é preenchido: Atualizado ao final de TODO rito (PED, EID, ESD, EAD). Sem PDI atualizado, rito é considerado incompleto.
O que captura: ações específicas pactuadas no rito; prazo de cada ação; recursos da empresa empenhados para o desenvolvimento; status (Aberta / Em execução / Concluída / Bloqueada); evidências de conclusão.
Importante: o primeiro item da pauta de QUALQUER EID mensal é revisar o status das ações de PDI do mês anterior. PDI sem revisão = governança falhada.
PED — Plano de Execução e Desempenho
O que é: Marco Zero. O contrato inicial de expectativas entre líder e liderado.
Quando é preenchido: Uma única vez no início do ciclo — na contratação, na troca de coordenador, ou na mudança de função.
O que captura: apresentação do Job Description Individual; foto inicial de competências (Matriz CHA preenchida conjuntamente); explicação dos demais ritos; validação das responsabilidades do cargo; acordo de cadência.
Objetivo: criar um “Contrato de Execução” transparente. Sem PED, todos os ritos seguintes ficam sem âncora.
Como os artefatos se conectam
| Rito | Frequência | Formulário | Atualiza |
|---|---|---|---|
| PED | 1× por ciclo | PED | PDI inicial |
| EID | Mensal | EID | PDI |
| ESD | Semestral | ESD | PDI + Matriz CHA |
| EAD | Anual | EAD + ADL | PDI + Projeto Profissional |
Todo rito termina com atualização do PDI. O PDI é o único artefato que está sempre vivo entre os ritos.