01. MDS · Modular Development Style
Blocos que se encaixam, não monolitos que se quebram.
MDS é a metodologia canônica Modulareasy para planejar, especificar e construir software em qualquer porte — do script de 30 linhas ao SaaS multi-tenant de 12 módulos. Template único, 15 blocos macro (0 + A–N), 75 campos, classificação explícita de obrigatoriedade. Cobre do discovery (Bloco 0) ao feedback loop pós-deploy (Bloco N).
Metodologia tradicional ou é prescritiva demais, ou vaga demais.
Projetos de software variam de 30 linhas de webhook a 12 módulos multi-tenant white-label. Aplicar IEEE 830 num webhook vira ritual cargo-cult; aplicar Lean Startup em produto regulado é insuficiente.
MDS resolve com quatro premissas:
- Template único — mesmas categorias, mesmo vocabulário, em qualquer porte.
- 3 tipos de bloco (BASE / PLUGIN / STACK) que diferenciam o que SEMPRE existe, o que existe SE condição dispara, e o que existe APENAS em projetos grandes.
- Gatilhos mecânicos — quando um BLOCO-PLUGIN ativa, é decisão binária (não julgamento).
- "N/A justificado" barato — preferível omitir nada a esconder.
Classifique a obrigatoriedade. Nunca subtraia vocabulário.
Cada um dos 75 campos do template MDS tem uma categoria explícita. Essa é a inovação central da metodologia em relação aos padrões existentes (IEEE 830, DDD, ADR).
BLOCO-BASE
Obrigatório universal. Existe em qualquer projeto, do script de 30 linhas ao SaaS multi-tenant. Quando ausente, o projeto não é descrevível pelo template.
Exemplos: Nome do sistema, problema que resolve, atores principais, glossário, RFs principais, RNF de performance e segurança, estratégia de testes declarada.
BLOCO-PLUGIN
Obrigatório condicional. Tem gatilho binário S/N documentado. Se sim → preenchimento obrigatório. Se não → N/A formal. Omissão silenciosa é defeito.
Exemplos: Interfaces de usuário (gatilho: "há humano olhando tela?"), modelo de domínio ("há persistência?"), compliance ("LGPD/HIPAA/PCI aplica?").
BLOCO-STACK
Incremental. Aplicável quando o projeto cresce em porte, criticidade ou complexidade. Omissão é livre, sem necessidade de justificativa formal.
Exemplos: Bounded contexts (DDD), event catalog (pub/sub), runbooks operacionais, capacity planning, plano de descomissionamento de legacy.
O manifesto. Inviolável.
Toda decisão de design da metodologia deriva destes sete princípios. Toda instância MDS de um projeto precisa respeitá-los.
Blocos que se encaixam, não monolitos que se quebram
Todo sistema é composição de blocos com responsabilidades claras e interfaces explícitas. Monolitos são proibidos como princípio: até a spec de um endpoint solitário é um BLOCO-BASE.
Universal nos conceitos, escalável no artefato
A mesma metodologia descreve um script de 30 linhas e um produto SaaS de 12 módulos. O que muda não é o vocabulário, é a profundidade de cada bloco.
Obrigatoriedade declarada, nunca presumida
Três categorias — BASE, PLUGIN, STACK. Cada bloco carrega sua categoria explícita. Quando um PLUGIN não dispara, o documento declara N/A formalmente em uma linha.
Gatilhos mecânicos, não julgamento subjetivo
Cada PLUGIN tem gatilho binário: "tem persistência? S/N". Sim → bloco obrigatório. Não → N/A. Decisão não passa por julgamento estético.
Sistema trabalha pra você, não você pro sistema
Todo bloco responde: o que automatiza? que evento dispara? onde cabe "Gerar com IA"? que dados já existem que ele pode consumir? Bloco que só captura sem retornar valor é defeito.
Cadastro progressivo, nunca bloqueante
Em todo bloco com campos editáveis, somente o identificador é obrigatório. Sistema USA quando preenchido; AUSÊNCIA nunca bloqueia operação.
Tudo é entitlement, nada é hardcoded
Toda decisão de comportamento, regra de negócio, limite, preço, feature flag tem que ser configurável em runtime via UI de admin. Hardcode que exige deploy é defeito de processo.
15 blocos. 75 campos. Mesmo vocabulário em qualquer porte.
O template MDS é a régua canônica. Cada projeto Modulareasy renderiza este template com BASE preenchido, PLUGIN respondidos S/N, STACK conforme aplicável.
O que MDS preserva e o que adiciona.
MDS não substitui os padrões consagrados. Adiciona uma camada de classificação que estava faltando para projetos de porte variável.
Sete documentos. Tudo cravado.
Os documentos canônicos do MDS são a fonte única da verdade. Edição em markdown → site reflete no próximo build.
Manifesto
7 princípios inegociáveis que guiam toda a metodologia.
Ler documentoCanon
Índice vivo único de identidade, glossário, blocos, posicionamento e roadmap.
Ler documentoTemplate Completo
Os 15 blocos macro (0 + A–N) e 75 campos canônicos com categoria e gatilho de cada.
Ler documentoNomenclatura dos Blocos
BASE / PLUGIN / STACK em profundidade. Quando, como e por quê.
Ler documentoGuia de Aplicação
Como instanciar o MDS em qualquer projeto. Passo a passo operacional.
Ler documentoExemplos de Instância
Três cenários extremos lado a lado: webhook, feature e SaaS.
Ler documentoGlossário
Termos canônicos do MDS — definições oficiais para evitar ambiguidade.
Ler documentoQuer aplicar MDS no seu próximo projeto?
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